canção sossegada
como se fosse assim
princípio de tudo
luz pequenina
final de nada
escuta-lhe o silêncio
prova-lhe o aroma
multiplica a soma
imagina-a tua
chama-lhe lua
mesmo perdida
gota a gota
de noite
roubada
bebida
sábado, janeiro 19, 2013
canção
quinta-feira, novembro 22, 2012
três poemas para uma ilustração de Miguel Horta
1sempre assimespera(nça) inquietadoída desassossegadapela outra quase nadaque voa em mimsempreassim
2e sefosse mesmo istoa (triste) casa:ficar ficar ficarsem sonhosem desejonem desassossegonem asa?
3
há na saudadeum não sei quêde laranjacomeçofim de diadesencontrolágrimafadopoesia
Miguel Horta - Ilustração
http://miguel-horta.blogspot.pt/p/ilustracao.html
quarta-feira, agosto 08, 2012
sem eu
é onde moro agora
num lugar azul
sem nome
morada
luz apagada
metade vazio
sonho de sereia
cavalo baleia
sem mar
nem céu
sem eu
sem nada
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domingo, março 25, 2012
perfume secreto
os dedos todos
as cores perfume
secreto
os sabores
biscoito quente
mel misturado
erva-doce e canela
levando lua fria
trazendo sol dia
sem sombra de janela
eu sem saber
que sabor abraço
longe este
e quase
fada sua
palavra_chave
música
canção
abrindo
quase quase
um deslizar
muito tão devagar
pintura
na pele papel
arranhado
arrepio
sem ter sido
convidado
as cores perfume
secreto
os sabores
biscoito quente
mel misturado
erva-doce e canela
levando lua fria
trazendo sol dia
sem sombra de janela
eu sem saber
que sabor abraço
longe este
e quase
fada sua
palavra_chave
música
canção
abrindo
quase quase
um deslizar
muito tão devagar
pintura
na pele papel
arranhado
arrepio
sem ter sido
convidado
sábado, março 24, 2012
não mais
agora nunca mais apago a luz
não me vou mais embora
nem me deixo dormir
pode ser um sonho
podes não ser
de verdade
e depois
à noite
fugir
domingo, fevereiro 12, 2012
Como não se esquece?
como não se
esquece
apaga
um amor?
ficamos
nunca
distante
nunca
sem
rasto
nunca
gasto
sem
sinal
de
terra
água
sol
flor
quinta-feira, janeiro 19, 2012
e se?
onde a flor?
onde o mel?
onde o néctar?
onde o doce
que sonhei
que pedi?
e se
afinal
fundo
apenas
no mais
profundo
sonho
azul
de
ti?
onde o mel?
onde o néctar?
onde o doce
que sonhei
que pedi?
e se
afinal
fundo
apenas
no mais
profundo
sonho
azul
de
ti?
domingo, dezembro 25, 2011
quase talvez...
era uma vez
quase talvez
um natal azul
uma viagem
um dragão
uma lua
branca
minha
tua
sábado, dezembro 17, 2011
real?
eu
hoje
imagino
que te tenho
ao meu lado
e brincamos
os dois
fingindo Natal
como se nunca
tivesses partido
e depois já nem sei
se mesmo o antes
desaparecido
era verdade
real
ou se
foi
também
inventado
Vladstudio: Alice, Her Dragon and The Christmas Tree
quarta-feira, dezembro 07, 2011
promessa
um dia disse
depois de crescer
prometo regressar
(para) sempre
feliz
ao lugar nosso
de todas as asas
de todas as palavras
azuis
pedacinhos
de sonho leve
mel flores e luar
brisa açúcar algodão
nome de princesa
de alice de fada
amor infinito
um amigo dragão
regressei
cumpri
(e
tu
não?)
depois de crescer
prometo regressar
(para) sempre
feliz
ao lugar nosso
de todas as asas
de todas as palavras
azuis
pedacinhos
de sonho leve
mel flores e luar
brisa açúcar algodão
nome de princesa
de alice de fada
amor infinito
um amigo dragão
regressei
cumpri
(e
tu
não?)
segunda-feira, outubro 24, 2011
Esperança
esperar uma palavra
que nunca vem
porta aberta
esperança
de dança
ao luar
e não
chegar
ninguém
sábado, setembro 24, 2011
sábado, setembro 17, 2011
terça-feira, junho 07, 2011
Por favor...
deixem-me levar
por um bocadinho
a Lua de todos
dizer que é só minha
que é meu o luar
que nunca ninguém
que nunca (mais) alguém
nos vai separar
por favor
por favor
por favor
deixem-me
sonhar...
domingo, maio 15, 2011
A canção
Uma canção para ti
não precisa de mil notas
não precisa de palavras
pode nem sequer ter som
e mesmo sem a ouvir
sem a escutar, sem a ver
sabes com toda a certeza
que quem a fez nascer
só posso ter sido eu
porque o tamanho do amor
o sabor do meu abraço
e o som do meu beijinho
mesmo eu sendo tão pesado
vão daqui sem rumo certo
atravessam qualquer nuvem
deixam para trás as aves
e ultrapassam o céu!
quinta-feira, abril 07, 2011
alguém?
pergunto em todo o lado
na terra, no mar, no céu
alguém te viu,alguém?
devo ter imaginado
devo ter sonhado
ninguém sabe
ninguém viu
de verdade
ninguém
nem
eu
sábado, abril 02, 2011
Espécie de luz...
É assim
espécie de luz
na ponta do nariz
a precisa pessoa
que nos arrebata
nos faz crescer
nos faz sonhar
nos faz feliz.
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sexta-feira, fevereiro 11, 2011
acordar
nos sonhos
às vezes
abraçamos
quem queremos abraçar
beijamos
quem queremos beijar
e
depois
acordamos
(com pena
de acordar)
às vezes
abraçamos
quem queremos abraçar
beijamos
quem queremos beijar
e
depois
acordamos
(com pena
de acordar)
terça-feira, fevereiro 01, 2011
Há um sonho
Há um sonho que sonho
cheio de saudade
em noite de lua
e não conto
a ninguém
(Tu sabes qual é
se pensares bem...)
cheio de saudade
em noite de lua
e não conto
a ninguém
(Tu sabes qual é
se pensares bem...)
segunda-feira, dezembro 20, 2010
Invento um Sol
Na tempestade mais fria
no mais desconsolado dia
invento sempre um sol
quentinho
dentro de mim
finjo que é meu
que fala comigo
me chama princesa
e é assim
que desfaço
cada cristal de gelo
cada gelado laço
até só sobrarem
pedacinhos brancos
cheios de beleza
a enfeitar de alegria
e algodão branco doce
esta azul tristeza.
sábado, novembro 20, 2010
Sem querer...
Queria esconder
coisas na cabeça
porque embora não pareça
às vezes é preciso
e depois penso em ti
na lua
cavalo branco
e danado, sem querer
revela-se um sorriso...
coisas na cabeça
porque embora não pareça
às vezes é preciso
e depois penso em ti
na lua
cavalo branco
e danado, sem querer
revela-se um sorriso...
segunda-feira, outubro 18, 2010
Quem?
Quem roubou a lua?
Quem disse agora é minha e já não é tua?
Quem disse que não é verdade
a palavra saudade
o Pai Natal
os sonhos
as fadas?
Quem deixou de acreditar
nas coisas invisíveis
nas coisas encantadas
que moram sem espanto
no coração?
Eu não...
segunda-feira, outubro 04, 2010
São fases...
Finjo crescerpelo caminhobem devagarinhosonho a sonhoescapando de mima cada passo que dou...
... mas são fasescarrocelreencontrosem fim(até ao fim).
A verdade?Regresso sempresem bússolaa ti, à nossa casaondetudocomeçou.
sábado, maio 15, 2010
Ponta de mim
Mais perto do céu
longe
terra inventada
guardo brinquedos
boneca de trapos
para brincar...
É nesse
azul
escondida
na ponta de mim
onde ainda sou eu
que me leio
melhor
escuto, navego
tesouros
mapas, magia
sede, fantasia, coisas de voar
castelo que invento
piano à minha espera
príncipe que me abrace
búzios
cheios
de mar.
terça-feira, abril 06, 2010
De que cor?
De que cor é a ternura?
De que cor és tu?
De que cor somos nós?
É da cor do luar...
És da cor da tua voz...
Somos da cor de a_mar....
Mais uma exposição no Think 2010. Madalena Matoso. Ilustrações.
http://www.facebook.com/photo.php?pid=3536228&id=350464159453
http://www.facebook.com/photo.php?pid=3536228&id=350464159453
domingo, março 28, 2010
Antes de ser dia
Percebemos pelo sorriso
que não está sozinho.
Ali
mesmo ao virar da esquina
do azul
no rectângulo casa
(conseguem ver?)
uma princesa
que é quase fada
quase menina quase mulher
vem já já já
muito depressa
antes de ser dia
contar-lhe um segredo
que é uma promessa
oferecer um beijo
colar-lhe uma asa
fazer-lhe um feitiço
chamado magia.
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
Se(não)mente?
Se não mentir
o amor pode ser
somente semente
dessas que germinam
de qualquer maneira
em qualquer altura
ou hora do dia
sem água, sem sol,
sem terra, sem lua
sem estrela ou magia.
Basta uma lembrança
imagem guardada
beijo soprado
olhar insistente
meia palavra
e aí vem ele
doce, renascido
fresco, perfumado
nem parecendo até
fruto adormecido
dormente, escondido
na terra guardado.
domingo, fevereiro 07, 2010
As coisas...
Gosto de imaginar as coisas
exactamente como elas são
quando me ponho a olhar para elas
dentro de mim.
Dentro de mim
as coisas que vejo
não precisam de ser ainda mais imaginadas
porque já lá estão bem arrumadas
exactamente precisamente assim.
Exactamente precisamente assim
com as cores que devem ter
e as formas certas e perfeitas
porque as pessoas dentro de si
só deviam desenhar, e com cuidado,
as coisas que as põem satisfeitas
As coisas que as põem satisfeitas
são as coisas exactamente como elas são
quando as esculpimos sem olhar para fora
num lugar escondido do mundo, que mora
nas janelas da nossa cabeça
e nada tem a ver com o coração
(onde só acontece, enquanto respiramos, circulação...)
quinta-feira, janeiro 21, 2010
Gostava...
Às vezes penso:
gostava
de ter asas em vez de só pés
de poder ser outro caminho
de perder a memória
escrever outra história
céu, sonho, castelos no ar em vez de terra
de lés a lés.
Às vezes escrevo
o que penso que gostava
e isso não muda nada.
Fico só mais leve (menos pesada?)
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sábado, janeiro 09, 2010
Marés?
Tudo é sempre assim
como aquele momento
exactamente antes
da inundação
de escuro
a que o sopro da vela
desatento ou dirigido
conduz.
O reverso
o avesso
o contrário
o oposto
do momento
que antecede
o som do risco
o cheiro a fósforo
da mão que escoa a cegueira
e nos devolve
num pavio navio longo
outra vez
a luz.
quarta-feira, dezembro 23, 2009
Silêncios
Há páginas
cheias de silêncios
por dentro
por fora
à janela
distantes
perdidas
esperando
(procurando?)
na sombra
de um qualquer luar
no breu
uma letra
uma palavra
o poema preciso
uma flor
calor
essa quase luz
sem corpo
sem braços
sem folhas
sem voz
tu?
eu?
nós?
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