era uma vez
quase talvez
um natal azul
uma viagem
um dragão
uma lua
branca
minha
tua
domingo, dezembro 25, 2011
sábado, dezembro 17, 2011
real?
eu
hoje
imagino
que te tenho
ao meu lado
e brincamos
os dois
fingindo Natal
como se nunca
tivesses partido
e depois já nem sei
se mesmo o antes
desaparecido
era verdade
real
ou se
foi
também
inventado
quarta-feira, dezembro 07, 2011
promessa
depois de crescer
prometo regressar
(para) sempre
feliz
ao lugar nosso
de todas as asas
de todas as palavras
azuis
pedacinhos
de sonho leve
mel flores e luar
brisa açúcar algodão
nome de princesa
de alice de fada
amor infinito
um amigo dragão
regressei
cumpri
(e
tu
não?)
segunda-feira, outubro 24, 2011
Esperança
esperar uma palavra
que nunca vem
porta aberta
esperança
de dança
ao luar
e não
chegar
ninguém
sábado, setembro 24, 2011
sábado, setembro 17, 2011
terça-feira, junho 07, 2011
Por favor...
deixem-me levar
por um bocadinho
a Lua de todos
dizer que é só minha
que é meu o luar
que nunca ninguém
que nunca (mais) alguém
nos vai separar
por favor
por favor
por favor
deixem-me
sonhar...
domingo, maio 15, 2011
A canção
Uma canção para ti
não precisa de mil notas
não precisa de palavras
pode nem sequer ter som
e mesmo sem a ouvir
sem a escutar, sem a ver
sabes com toda a certeza
que quem a fez nascer
só posso ter sido eu
porque o tamanho do amor
o sabor do meu abraço
e o som do meu beijinho
mesmo eu sendo tão pesado
vão daqui sem rumo certo
atravessam qualquer nuvem
deixam para trás as aves
e ultrapassam o céu!
quinta-feira, abril 07, 2011
alguém?
pergunto em todo o lado
na terra, no mar, no céu
alguém te viu,alguém?
devo ter imaginado
devo ter sonhado
ninguém sabe
ninguém viu
de verdade
ninguém
nem
eu
sábado, abril 02, 2011
Espécie de luz...
É assim
espécie de luz
na ponta do nariz
a precisa pessoa
que nos arrebata
nos faz crescer
nos faz sonhar
nos faz feliz.
sexta-feira, fevereiro 11, 2011
acordar
às vezes
abraçamos
quem queremos abraçar
beijamos
quem queremos beijar
e
depois
acordamos
(com pena
de acordar)
terça-feira, fevereiro 01, 2011
Há um sonho
cheio de saudade
em noite de lua
e não conto
a ninguém
(Tu sabes qual é
se pensares bem...)
segunda-feira, dezembro 20, 2010
Invento um Sol
Na tempestade mais fria
no mais desconsolado dia
invento sempre um sol
quentinho
dentro de mim
finjo que é meu
que fala comigo
me chama princesa
e é assim
que desfaço
cada cristal de gelo
cada gelado laço
até só sobrarem
pedacinhos brancos
cheios de beleza
a enfeitar de alegria
e algodão branco doce
esta azul tristeza.
sábado, novembro 20, 2010
Sem querer...
coisas na cabeça
porque embora não pareça
às vezes é preciso
e depois penso em ti
na lua
cavalo branco
e danado, sem querer
revela-se um sorriso...
segunda-feira, outubro 18, 2010
Quem?
Quem roubou a lua?
Quem disse agora é minha e já não é tua?
Quem disse que não é verdade
a palavra saudade
o Pai Natal
os sonhos
as fadas?
Quem deixou de acreditar
nas coisas invisíveis
nas coisas encantadas
que moram sem espanto
no coração?
Eu não...
segunda-feira, outubro 04, 2010
São fases...
Finjo crescerpelo caminhobem devagarinhosonho a sonhoescapando de mima cada passo que dou...
... mas são fasescarrocelreencontrosem fim(até ao fim).
A verdade?Regresso sempresem bússolaa ti, à nossa casaondetudocomeçou.
sábado, maio 15, 2010
Ponta de mim
Mais perto do céu
longe
terra inventada
guardo brinquedos
boneca de trapos
para brincar...
É nesse
azul
escondida
na ponta de mim
onde ainda sou eu
que me leio
melhor
escuto, navego
tesouros
mapas, magia
sede, fantasia, coisas de voar
castelo que invento
piano à minha espera
príncipe que me abrace
búzios
cheios
de mar.
terça-feira, abril 06, 2010
De que cor?
De que cor é a ternura?
De que cor és tu?
De que cor somos nós?
É da cor do luar...
És da cor da tua voz...
Somos da cor de a_mar....
http://www.facebook.com/photo.php?pid=3536228&id=350464159453
domingo, março 28, 2010
Antes de ser dia
Percebemos pelo sorriso
que não está sozinho.
Ali
mesmo ao virar da esquina
do azul
no rectângulo casa
(conseguem ver?)
uma princesa
que é quase fada
quase menina quase mulher
vem já já já
muito depressa
antes de ser dia
contar-lhe um segredo
que é uma promessa
oferecer um beijo
colar-lhe uma asa
fazer-lhe um feitiço
chamado magia.
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
Se(não)mente?
Se não mentir
o amor pode ser
somente semente
dessas que germinam
de qualquer maneira
em qualquer altura
ou hora do dia
sem água, sem sol,
sem terra, sem lua
sem estrela ou magia.
Basta uma lembrança
imagem guardada
beijo soprado
olhar insistente
meia palavra
e aí vem ele
doce, renascido
fresco, perfumado
nem parecendo até
fruto adormecido
dormente, escondido
na terra guardado.
domingo, fevereiro 07, 2010
As coisas...
Gosto de imaginar as coisas
exactamente como elas são
quando me ponho a olhar para elas
dentro de mim.
Dentro de mim
as coisas que vejo
não precisam de ser ainda mais imaginadas
porque já lá estão bem arrumadas
exactamente precisamente assim.
Exactamente precisamente assim
com as cores que devem ter
e as formas certas e perfeitas
porque as pessoas dentro de si
só deviam desenhar, e com cuidado,
as coisas que as põem satisfeitas
As coisas que as põem satisfeitas
são as coisas exactamente como elas são
quando as esculpimos sem olhar para fora
num lugar escondido do mundo, que mora
nas janelas da nossa cabeça
e nada tem a ver com o coração
(onde só acontece, enquanto respiramos, circulação...)
quinta-feira, janeiro 21, 2010
Gostava...
Às vezes penso:
gostava
de ter asas em vez de só pés
de poder ser outro caminho
de perder a memória
escrever outra história
céu, sonho, castelos no ar em vez de terra
de lés a lés.
Às vezes escrevo
o que penso que gostava
e isso não muda nada.
Fico só mais leve (menos pesada?)
www.vladstudio.com
sábado, janeiro 09, 2010
Marés?
Tudo é sempre assim
como aquele momento
exactamente antes
da inundação
de escuro
a que o sopro da vela
desatento ou dirigido
conduz.
O reverso
o avesso
o contrário
o oposto
do momento
que antecede
o som do risco
o cheiro a fósforo
da mão que escoa a cegueira
e nos devolve
num pavio navio longo
outra vez
a luz.
quarta-feira, dezembro 23, 2009
Silêncios
Há páginas
cheias de silêncios
por dentro
por fora
à janela
distantes
perdidas
esperando
(procurando?)
na sombra
de um qualquer luar
no breu
uma letra
uma palavra
o poema preciso
uma flor
calor
essa quase luz
sem corpo
sem braços
sem folhas
sem voz
tu?
eu?
nós?
domingo, dezembro 20, 2009
Definição (desejo de?)
Natal devia ser coisa comprida e alongada
esguia
Natal devia ser coisa redonda e grande
cheia
assim uma espécie de infinita e completa magia
não coisa meia
coisa quarta
coisa quase milésima
de cada dia.Natal
(se eu mandasse no dicionário
das coisas a precisar de re_definição)
teria sabor, cheiro e forma de seta
aninhada sem fuga no colo-coração.
sexta-feira, dezembro 18, 2009
Carta
Querido Pai Nataldá-me um regadordá-me umas asas de borboletade beija-flor, de colibridá-me um vestidode framboesauns sapatinhos de fada-princesaque eu portei-me beme nunca mereci nem meio castigo..Prometo ir contigopelo céu forasemear luz em qualquer lugara qualquer horaa ver se consigoque algumas raízes se despeçam do chãoe descubram uns pés para dançar..Querido Pai Nataldá-me mais um sonhosó um sonho maisque eu gosto de ter a gaveta cheiapara nunca faltarnem um sonho que sejaque me levante e empurre(mesmo que eu não queira)e me leve inteirade mão dada com elea navegar...
sábado, dezembro 05, 2009
Divisão inteira
Sabes,
não sou só esta
não sou só esta assim
não sou só esta assim como se não houvesse mais nenhuma
Sabes,
aqui dentro
aqui dentro de mim
aqui dentro de mim há mais uma
ou mais
ou menos.
Vírgula.
Reparto-me, parto-me, quebro-me
divido-me,
multiplico-me, adiciono-me
mesmo quando penso ser inteira
o todo, o tudo
como se não ser
fosse um mal
doença grave
espécie de enfermidade decimal.(Terminal?)
Contudo, sabes,
não sei viver sem operações cirúrgicas
precisas
divisões sucessivas
quase infinitas
nunca encontrando coisa irredutível
que me seja igual.
www.vladstudio.com
domingo, novembro 29, 2009
Quanto basta
Quando às vezes estou quase quase mesmo a
esquecer
quem eras, porque eras, onde estás
e a memória tenta fechar janelas
contra a chuva e contra o vento
apagar com borracha de tinta
o lamento
fazer silêncio da música que toca dentro dela
onde quer que nela vás
chega uma palavra qualquer
uma só e é quanto basta
na lareira da esperança
para limpar a tristeza
crepitar, apagar silêncios
para avivar a lembrança
como se fosse o Natal
de que perdemos o rasto
e regressa ano a ano
com ideia de ir embora
mal a gente se habitue
ao sabor a mel e canela
das prendas que nascem na árvore
mas só durem o tempo de agora
se deitem depressa fora
como fruta que envelhece
longe da seiva dela.
sábado, novembro 14, 2009
Agora eu era...
Agora eu era lenta com asas de mar
e nadava como se voasse nas nuvens do ar.
Agora eu deslizava, su_ave, sossegada
e caminhava os caminhos sem pressa de nada.
Agora eu era outra, embora fosse eu
e o meu oceano já podia ser céu.
Agora eu já podia ser uma princesa
vestir um vestido, bailar com leveza
pedir ao tempo que esperasse por mim
e esperar por ele um tempo sem fim.
E agora sem correr podias encontrar-me
encostar-me à Lua e até beijar-me.
Agora eu era aquela que é como pode
que é como sabe, que é como deve
(tornado sonhando ser floco de neve).
sábado, outubro 31, 2009
Cogumelos verdes
Façamos de conta que
é noite
a minha teia e a tua
opostas
distantes...
Imaginemos um monte entre elas
e sobre ele cogumelos verdes
enormes
acesos
como lua
como dantes
a fazer de rua entre ti e mim
fios invisíveis
assim, setas no chão
para cá e para lá
soltos e, também,
subtilmente
presos.
Sorrirás. Dirás que imagino.
Que não há cogumelos verdes
velas
maiores do que nós.
Mas eu sei que sim
porque os vi
no exacto segundo em que apagaste a luz
varreste as migalhas
do caminho
e a noite enrouqueceu
lentamente
até perder a voz.
sexta-feira, outubro 23, 2009
Cores do mel
No meu jardim de segredos
onde há fadas que são flores
nascem as cores do mel
rebuçados sem papel
beijos soprados ao vento
que gosto de dividir
que gosto de te oferecer
sempre que a solidão teima
sempre que o sal te queima
te escurece, te afoga
te rouba e te subtrai
te leva
te faz perder
a vontade de sorrir.




























